“Quando um homem assume uma função pública, deve considerar-se propriedade do público.” – Thomas Jefferson

Professor José Wilson Granjeiro
Professor e Diretor da Escola de Governo do DF

“Quando um homem assume uma função pública, deve considerar-se propriedade do público.” – Thomas Jefferson

Quando uma pessoa escolhe a carreira pública como profissão e o regime estatutário como o regime de emprego, deve saber que não será empregado ou funcionário, mas, sim, um “servidor do público”; não trabalhará para o chefe imediato ou para o dono do negócio, mas para Sua Excelência o cidadão, o usuário do serviço público. Estará ali para BEM SERVIR àqueles que pagam os seus vencimentos e que, por consequência, demandarão, em maior ou menor grau, os serviços do Estado.

Mas o que tenho percebido é que alguns servidores – que sorte são apenas alguns – não querem assumir responsabilidades, não querem trabalhar, não querem sair da zona de conforto. Essa minoria pensa apenas nos seus interesses pessoais e se esquece da razão de ser do seu papel à frente de um cargo público, representante de um governo, de uma instituição que existe para concretizar o bem comum. Essa minoria tem uma produção pífia, ou zero. Se estivessem na iniciativa privada, essas pessoas não ficariam mais que um dia no quadro de pessoal.

Quando um gestor público, um dirigente ou uma liderança, que possui inúmeras responsabilidades estatutárias, regimentais e legais, resolve questionar resultados, cobrar iniciativa e mais comprometimento com a res pública, mais envolvimento com as rotinas do órgão ou da entidade, o que se percebe é uma grande revolta e ameaças de toda a ordem, com pedido, inclusive, de colocação a disponibilidade do órgão central de pessoal para redistribuição.

Por oportuno, cabe listar alguns dos principais deveres do servidor: exercer com zelo e dedicação suas atribuições, cumprir as ordens superiores, atender com presteza ao público em geral, tratar as pessoas com civilidade, ser assíduo e pontual ao serviço, ser leal à instituição, agir com perícia, prudência e diligência no exercício de suas atribuições.

Como bem afirma Michel de Montaigne, “a mais honrosa das ocupações é servir o público e ser útil ao maior número de pessoas”.

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