HUMILDADE, a verdadeira revolução!

Nunca antes na história deste país, o atributo ou a virtude da humildade faz-se tão importante e está tão mal compreendida no mundo corporativo. Isso porque as pessoas a confundem com fraqueza, covardia, falta de personalidade, sendo que, na verdade, a pessoa humilde ou o colaborador humilde está no extremo oposto desse estereótipo. Tem de ser muito corajoso, ter muita força e personalidade para admitir: “errei, desculpe-me…”, “o seu projeto é melhor do que o meu”, “a sua solução é melhor do que a minha”, “pensando bem, os seus argumentos me fizeram mudar de ideia” etc.

Muitos negócios, muitos projetos, muitas nações vão à falência – à ruína ou à bancarrota – por causa da arrogância de seus líderes, por causa da doentia insanidade daqueles detentores de poder que não conseguem mudar de ideia, porque são incapazes de ouvir e de aceitar outros argumentos, posições contrárias.

Ser humilde não significa ser pisado, cuspido, inerte, sem reação, sem emoção. Ser humilde, no mundo das organizações, é admitir que as coisas acontecem não por minha causa, mas que sou apenas um elemento a mais, uma engrenagem ou variável de um complexo sistema. Que estou a bordo para somar e não para fazer valer sempre as minhas ideias e iniciativas.

A pessoa humilde consegue gerar maiores lucros e bem-estar para todos que a cercam. POR QUÊ? Porque é capaz de fazer negociações melhores e com mais justeza, em que, ao final – e ao cabo –, haverá um resultado de ganha-ganha, ou seja, resultados positivos para todos os lados.

A pessoa humilde ouve todos os pontos de vista dos envolvidos na missão e, a partir disso, extrai os melhores argumentos e as melhores ideias para serem implementadas para o êxito do empreendimento e a sobrevivência dos negócios.

Então, sejamos humildes, para admitir falhas; maduros, para corrigi-las e não repeti-las; e sábios, para extrair as lições do insucesso.

Professor J.W GRANJEIRO

Diretor-Executivo da EGOV

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